"A mulher nasce num mundo preto e branco, pois assim que vem ao mundo lhe jogam cinzas para lembrar-lhe que para merecer as cores do mundo é necessário lutar.A mulher cresce querendo voar, correr; mas lhe jogam cinzas para lembrar-lhe que sua vida é dentro de casa treinando seu futuro: brinca de casinha, brinca de boneca.
A mulher sente a alegria da primeira menstruação; mas lhe jogam cinzas para lembrar-lhe que aquilo dali acompanha a dor da cólica e suas aparentes limitações.
A mulher se destaca em seu grupo de amigos; mas lhe jogam cinzas para lembrar-lhe que sem um homem naquela turma nada fica tão divertido.A mulher se apaixona; mas lhe jogam cinzas para lhes fazerem chorar, pois a total entrega é algo errado e machuca.
A mulher consegue um bom emprego; mas lhe jogam cinzas para lembrar-lhe que o contracheque masculino é mais valioso.
A mulher tem um orgasmo; mas lhe jogam cinzas, castrando-a, para lembrar-lhe que o prazer é exclusividade masculina.
A mulher se casa; mas lhe jogam cinzas para lembrar-lhe que a fidelidade compete a ela e não a seu marido.
A mulher se torna ousada; mas lhe jogam cinzas para lembrar-lhe que seu papel é regido por determinados gestos, modelos e atitudes e não à inovação.
Enfim, a mulher vive num mundo cinza. E depende de cada ser feminino lutar pelas cores do seu mundo. Por isso, sacuda as cinzas em volta de ti, mulher, e saia para brilhar! Pois quando toda essa luta valer à pena, notará que o colorido desse mundo vem de vocês, de nós..."
(A.C. Lucena)
8 de Março, Dia Internacional da Mulher - Um dia antes da Quarta-feira de Cinzas de 2011.





